Lensfun no GIMP

O projeto lensfun não é novo (2007) mas só recentemente começou a ser incorporado aos diversos programas que trabalham com imagens. Acho que o primeiro programa a incorporar foi o ufraw (02/2010?). Depois, não sei em que ordem, vieram o digiKam, Rawstudio. Também está planejado para o Rawtherapee.

Agora nós temos o GimpLensfun que é um plugin para o GIMP. Para o Linux existe o fonte para compilar e algumas distribuições já disponibilizam os pacotes. Os usuários do Windows e Mac deverão esperar por alguém que gere os executáveis para as suas plataformas. Mesmo já existindo em outros programas, o fato de possuir um plugin nativo para o gimp facilita a vida do usuário.

Mas o que faz esse tal de lensfun? Basicamente ele tenta corrigir automaticamente, baseado em dados sobre as objetivas, a distorção causada por determinadas lentes (mais pronunciadas em grande angulares), a aberração cromática lateral, a vinheta e o desvio de cores que pode ser gerado por determinadas objetivas.

É claro que existem programas proprietários que fazem um ótimo trabalho em diversos (todos?) os itens enunciads anteriormente. Mas o lensfun, por ser código aberto, permite que novas lentes sejam adicionadas a base de dados pelo próprio usuário. É claro que repassando as informações para o projeto, todos os usuários serão beneficiados.

Na imagem acima podemos ver a foto sem a correção (esquerda) e após a correção (direita).

Por enquando era isso.

Atualização: Algumas câmeras fazem algumas correções automaticamente quando a foto for feita em JPG.

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GIMP 2.7.1 no Windows (futuro GIMP 2.8)

A versão de desenvolvimento 2.7.1 (que será a futura versão 2.8 do GIMP) já pode ser testada no Windows. Basta ir na página do SourceForge, baixar o arquivo gimp-2.7.1-setup.exe e instalar. A nova versão irá desinstalar a versão anterior (2.6.9, se você tiver a última) para instalar a versão 2.7.1.

Caso você utilize o UFRAw, é melhor fazer uma cópia do diretório em algum cantinho, pois você irá necessitar de algumas dlls. Depois, instale o GIMP 2.7.1 normalmente. Instale o UFRaw na mesma pasta em que foi instalado o GIMP. Depois execute o ufraw.exe e ele irá acusar a falta de alguma .dll. Basta copiar para a mesma pasta que tudo funcionará normalmente. Esqueci de anotar e estoiu com preguiça de efetuar todo o processo novamente mas acho que eram intl.dll, jpeg62.dll e libpng12-0.dll.

Aqui faltaram alguns pincéis e ele não lembra se deve iniciar em uma janela ou não. Mas me pareceu que está funcionando bem. Como é uma versão de desenvolvimento, é claro que devem existir algums probleminhas mas, no pouco tempo que usei aqui, tudo funcionou (quase) perfeitamente. Os probleminhas não inviabilizaram os testes.

Já escrevi alguma coisa aqui e você pode se basear para ver as novidades e se vale a pena instalar a versão de desenvolvimento. A data de lançamento do GIMP 2.8 ainda é incerta mas deve ser no final de 2010 ou primeira metade de 2011.

Protegendo suas imagens na internet (GIMP)

Um caso comum nos dias de hoje é a utilização de uma imagem sem autorização do autor. Os casos vão desde alguém que pega uma foto e publica um livro até empresas que utilizam as fotos em seus sites sem permissão do autor e sem a inclusão dos créditos (apenas um de inúmeros casos).

O problema não está em utilizar uma foto e sim em desrespeitar uma licença. Mesmo no flickr, é possível atribuir a licença desejada para uma ou mais fotos. Não custa nada quem for utilizar uma foto procurar um dos tantos locais que fornecem fotos gratuitamente ou, como o flickr é um local que possui uma grande quantidade de fotos, procurar por uma foto que satisfaça as necessidades e o autor tenha uma licença mais flexível.

Uma das formas de minimizar a utilização ilegal das fotos é colocar em um site apenas uma imagem pequena (500/600 pixels no lado maior). Assim já se evita que a foto seja impressa em um tamanho maior. Mas a utilização em sites ainda fica bastante fácil.

Muitos colocam uma borda com assinatura. Até pode dificultar um pouco, mas se o pessoal usa cópias ilegais de programas, fica relativamente simples recortar a imagem e deixar a assinatura de fora.

Por último, alguns utilizam a assinatura sobre a fotografia. Pode ser mais eficiente mas, na maioria dos casos, tira a beleza da foto.

A proposta aqui é colocar uma marca d’água invisível que seja de fácil inclusão e visualização, não necessitando de programas especiais. Assim, se alguém utilizar a sua foto ilegalmente, pode ser mais fácil de identificá-la e processar o infrator. Uma graninha extra sempre é bemvinda. E lembre-se que, como a pessoa também está ganhando mais dinheiro por não ter pago para a utilização da sua foto, você não está fazendo nada de mais. Apenas um direito (dever?) seu.

Mas vamos ao que interessa. Veja as duas imagens abaixo.

originalalterada

A imagem superior é a original e a inferior possui uma marca d’água. Inicialmente não é possível notar maiores diferenças. Para ver a marca d’água, basta abrir a imagem original (esquerda), abrir em uma nova camada a imagem alterada (direita) e aplicar Extrair Grão no modo da camada da imagem alterada. Você deverá ter uma imagem assim:

Utilizando Color->Auto->Aumentar Contraste o resultado deverá ficar assim:

O método possui como vantagem a simplicidade e, em muitos casos é possível fazer o teste mesmo se existe apenas uma parte da imagem. Certo. Gostei. Mas diz logo como fazer!

A idéia não é nova. Eu até estava fazendo um tutorial bonitinho, meio estilo tradução. Mas ele estava ficando grande e eu sem muita paciência. Abandonei o tutorial e fiz um script-fu para o GIMP. De qualquer forma, é interessante saber como é o processo.

1. Primeiro deve ser criada uma textura com o fundo transparente e escreve-se um texto com a cor branca, recortar a imagem para não ficar muita borda, etc. Aí é só salvar a imagem na forma apropriada em uma pasta específica. Como o script, basta executar File->Create->Photo Watermark, escrever o texto e clicar em OK. Bem, facilitou tudo. Inclusive você pode alterar a marca d’água quando desejar com a mesma facilidade.

2. Após editar sua imagem, grave como sendo a original (você ira precisar dela para ver a marca d’água no futuro). Crie uma nova camada transparente, preencha com a textura da marca d’agua, Coloque a opacidade bem baixa (3, por exemplo). Com o script, basta executar Filters->Render->Photo Watermark. Mais fácil também né?

A etapa dois requer a intervenção do usuário. Em áreas mais homogêneas da imagem, é possível que mesmo com uma opacidade baixa, seja possível ver a marca d’água. Para tanto, utilize a borracha (pode colocar com uma opacidade de 50) e apague as partes visíveis. Certifique-se de estar trabalhando na camada que possui a marca d’água. Quando o resultado for satisfatório, achate a imagem, grave e coloque no site.

Script
Baixe o script em wm-txt.scm e grave-o no local apropriado.

No Linux em /home/[usuario]/gimp-[ver]/scripts e
no Windows em C:\Documents and Settings\[usuario]\.gimp-[ver]\scripts,
trocando [usuario] é o nome do usuário e [ver] é a versão do GIMP.

O script para quem tiver curiosidade e não quiser baixar.

;;;
;;; Criar uma marca d'agua para ser usada em uma imagem
;;;
(define (sf-wm-create text font size show?)
  (let* ((img (car (gimp-image-new 256 256 RGB)))
         (old-fg (car (gimp-context-get-foreground)))
         (text-layer 0)
         (path (string-append gimp-directory "/patterns/photo-watermak.pat")))
    (gimp-context-set-foreground '(255 255 255))
    (set! text-layer (car (gimp-text-fontname img -1 0 0 text 5 TRUE size PIXELS font)))
    (script-fu-util-image-resize-from-layer img text-layer)
    (file-pat-save RUN-NONINTERACTIVE
		   img 
		   text-layer
		   path 
		   path
		   "Photo Watermark")
    (gimp-patterns-refresh)
    (gimp-context-set-foreground old-fg)
    (if (= show? FALSE)
	(gimp-image-delete img)
	(gimp-display-new img))))

;;;
;;; Aplicar marca d'agua em uma imagem
;;;
(define (sf-wm-apply img drawable)
  (let* ((old-pat (car (gimp-context-get-pattern)))
	 (layer 0)
	 (width (car (gimp-image-width img)))
	 (height (car (gimp-image-height img))))
    (gimp-image-undo-group-start img)
    (set! layer (car (gimp-layer-new img width height RGBA-IMAGE "Watermark" 3 NORMAL-MODE)))
    (gimp-image-add-layer img layer -1)
    (gimp-context-set-pattern "Photo Watermark")
    (gimp-displays-flush img)
    (gimp-selection-all img)
    (gimp-edit-fill layer PATTERN-FILL)
    (gimp-selection-clear img)
    (gimp-context-set-pattern old-pat)
    (gimp-image-undo-group-end img)))

;;;
;;; Registro das funções
;;;
(script-fu-register "sf-wm-create"
                    "Photo Watermark"
                    "Create Watermark"
                    "Guaracy Monteiro "
                    "Guaracy Monteiro"
                    "2009-11-23"
                    ""
		    SF-STRING 	  _"Watermark Text"   "My Watermark"
		    SF-FONT	  _"Font"             "Arial Bold"
		    SF-ADJUSTMENT _"Size (pixels)"    '(18 2 200 1 10 0 1)
		    SF-TOGGLE     _"Display image"    FALSE)

(script-fu-register "sf-wm-apply"
                    "Photo Watermark"
                    "Apply Watermark"
                    "Guaracy Monteiro "
                    "Guaracy Monteiro"
                    "2009-11-23"
                    "RGB*"
		    SF-IMAGE 	  _"Image"     0
		    SF-DRAWABLE   _"Drawable"  0)

(script-fu-menu-register "sf-wm-create"
                          "<image>/File/Create")

(script-fu-menu-register "sf-wm-apply"
                          "<image>/Filters/Render")


GIMP 2.8

Bem, a versão 2.8 do GIMP ainda não saiu mas já é possível testar diversas características na versão 2.7 que é a versão em desenvolvimento e dará origem a versão 2.8. É interessante constar que testei a versão 2.7.1 no Linux (e foi compilada aqui mesmo, baixando os programa pelo git). Tempos? Nao sei exatamente. A versão 2.8 estava prevista para sair este ano. Se você não puder esperar, possui nas mãos a grande vantagem do software livre. Procure a versão de desenvolvimento (2.7), instale e vá testando no seu computador. No meu caso, Linux, é possível eu ter as versões 2.6 (estável) e 2.7 (desenvolvimento) instaladas simultaneamente e sem que uma interfira na outra. Depois eu testo no Windows para ver a possibilidade de ter as duas rodando simultaneamente.

Provavelmente, a característica mais interessantes para muitos será a utilização de uma única janela, estilo photoshop, e não a interface de múltiplas janelas como é utilizada atualmente. Será possível alternar entre os dois modos facilmente. Ainda não está totalmente pronta mas jé é possível ter uma noção de como ficará.

Uma visão do resultado (clique nas imagens para ver em tamanho grande em outra janela):

Uma outra facilidade é a inclusão de quais ícones serão mostrados na caixa de ferramentas bem como a sua ordem. Basta acessar a janela de preferências, selecionar os ícones que deverão ou não aparever e/ou alterar a ordem de visualização deles. É mais fácil que acessar com diversos cliques através dos menus (é claro que muitos possuem atalhos através de combinações pelo teclado).

Ao abrirmos diversas imagens, elas aparecerão na aba da janela, facilitando a mudança entre uma e outra. Também é possível escolher a imagem de outras formas, mas ficamos assim, por enquanto.

Escrever um texto sobre a imagem também ficou melhor. Escreve-se diretamente sobre a imagem e não em uma caixa de dialogo separada (apesar de ser possível escolher a opção anterior).

Depois é possível selecionar a camada com o texto e efetuar alterações no mesmo. O menu para a seleção do modo de uma determinada camada também sofreu uma reestruturação. As opções semelhantes foram agrupadas. Por exemplo, Darken only, Multiply e Burn, que ‘escurecem’ a imagem estão agrupadas.

Agora é possível agrupar as camadas e especificar rótulos para os pinceis. Quando selecionamos um pincél, o programa nos mostra os rótulos atribuídos a ele.

Sempre que ocorrem mudanças, a gente estranha um pouco no início. Com um pouco de uso elas se tornam normais. Muitas vezes, o meu fluxo consiste em abrir uma imagem no formato raw da câmera (.PEF), faço as alterações que julgo necessárias, pressiono combinação Ctrl+Shift+S para ‘Salvar como’ e salvo com a extensão .xcf.bz2, achato a imagem e salvo como .jpg, redimensiono e coloco uma borda com a assinatura para colocar na web (Ctrl+Shift+W) e uso novamente Ctrl+Shift+S para salvar a imagem pequena com borda. Agora terei que me acostumar já que Ctrl+Shift+S apenas grava a imagem no formato nativo para o GIMP, isto é, .xcf e seus companheiros como .xcf.gz, etc.

Agora, para ‘salvar como’ em outro formato, é necessário Ctrl+Shift+E, para exportar a imagem.

Bem, existem outras coisinhas como rotacionar os pincéis, informações de cálculos ou outras unidade para o redimensionamento da imagem (25%, 2cm + 3in, etc). Você pode ter uma idéia na página das novidades. Depois de sair a versão 2.8, a próxima etapa deverá ser a integração completa com a GEGL e a possibilidade de trabalhar com 16bits por cor. Quem estava esperando por isso, terá que aguardar pela versão 2.10 (ou a versão 2.9 que é a desenvolvimento).

Atualização O GIMP que achei no SF é uma versão antiga da 2.7.0 de 23/08/2009 (dois meses é bastante tempo quando o programa tem uma atividade maior no desenvolvimento) e ainda não possui a opção de janela única entre outras. Então, para quem usa o Windows, é melhor continuar na versão 2.6 por enquanto (a menos que exista uma versão mais nova em outro local).