O RAW da minha e o RAW da sua!

Um assunto que tem causado uma certa polêmica na semana foi o fato da DxO ter publicado o site DxO Mark com informações e classificação de diversas câmeras. Foi o suficiente para o pipocar de mensagens do tipo: “A metodologia deles está errada. A minha câmera é melhor”, “No site tal as informações são diferentes”, “Como que o modelo mais novo pode ser pior que o modelo mais antigo?” e por aí vai.

Bem, antes de mais nada é necessário saber o que eles fizeram. Quando entramos no site, está escrito:

“DxO Labs’ image quality database allows users to analyze and compare digital camera image quality performance based on thousands of scientific, bias-free RAW-based measurements.”

Como uma grande parcela dos usuários utilizam apenas o formato .jpg, diversos sites se baseiam neste formato para fazer as comparações. Outra parcela utiliza o formato RAW pensando em como deixar igual ao .jpg. E alguns utilizam RAW+JPG para …. não sei exatamente. Ocupar mais espaço no cartão?

Apesar de muitos não darem importância a chave das diferenças está em “…RAW-based measurements…” no site da DxO, muitos irão concordar que é o único formato que pode dizer algo a respeito da câmera com mais imparcialidade o resultado obtido pelo sensor (CCD/CMOS). Pelo menos é onde existe ou deve existir menor manipulação por parte dos fabricantes, apesar de ser possível verificar a diferença entre a GX10 (Sansung) e K20D (Pentax) que são praticamente a mesma câmera, apenas como o software (firmware) diferentes.

De qualquer forma, não tome um resultado como definitivo. É mais um local para buscar informações. Se o seu objetivo e a melhor câmera, a menos que você seja o melhor fotógrafo não fará tanta diferença assim (talvez no bolso).

Se você estiver interessado em RAW, o Ivan de Almeida criou um blog especificamente para o assunto. O ABC da fotografia em RAW promete ser uma ótima fote de referência para quem deseja aprender um pouco mais e eliminar alguns mitos da utilização do RAW e extrair o máximo da sua câmera.

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2 opiniões sobre “O RAW da minha e o RAW da sua!

  1. Guaracy;
    Obrigado pela menção. Segui o link lá nas estatísticas do blog e cheguei aqui. Bem legais seus textos.
    O blog ficou parado dez dias devido a eu ter ficado dez dias sem conexão (graças à Virtua!). Mas agora que voltou, vou esfriar a cabeça -isso aborreceu-me demais, como só um call center pode aborrecer- e seguir o assunto…
    Abraços
    Ivan

  2. Sobre os testes DXO;

    Estive esta semana olhando com atenção os gráficos, e chamou-me atenção a questão da sensibilidade. Encontramos em algumas cãmeras desvios de sensibilidade enormes, chegando a 2/3 de ponto. Há câmeras ali -esqueci quais- que em ISO400 mostram um ISO medido de 266!.
    Isso tem implicações sérias sobre os demais índices, porque não é correto comparar ISO266 (nomeado 400) com ISO400, visto que o fotógrafo vai escolher o ISO conforme o desempenho real, e não o desempenho nominal. Então qual o nível de ruído a se considerar, por exemplo? O 200 ou o 400? Ou seja, devemos comparar o 266 efetivos de uma com o 200 de outra ou com o 400 nominais?
    Isso obrigaria e reinterpretar todos os testes, encontrando a posição ponderada de desempenho nos valores nominais, aí sim ento nivelada a comparação.
    As tabelas são interessantíssimas, o site é interessantíssimo, mas como tudo, exigem que pensemos sobre elas.

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