Troquei o Emacs pelo Visual Studio no Linux

Ok, é temporário e é apenas para Red. Mas a história é a seguinte:

Atualmente existe a possibilidade de salientar a sintaxe e mais algumas coisinhas utilizando Red + Emacs. Porém, ainda existe uma certa dificuldade na integração entre os dois o que faz com que o emacs vire um simples (e bem simples) editor de textos como qualquer outro. Opções simples como enviar um bloco ou até mesmo todo o programa para ser interpretado não estão disponíveis.

A plataforma primária dos desenvolvedores de Red é o Windows e eles já fizeram um bom trabalho integrando Red com o Visual Studio, pensei que poderia usar em vez de perder tempo com editores que não uso. Seria possível ajustar o Kate ou algum editor que use o gtksourceview (não gosto do scintilla). Como resolvi testar o Manjaro Budgie para mudar um pouco o visual de tempos usando o KDE (posso dizer que estou gostando), resolvi instalar o Visual Studio.

Apesar de não estar bem familiarizado, é um editor bom, relativamente simples e possui uma boa integração com Red.

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O Emacs é um ótimo SO. Só precisa de …

a. ( ) um usuário inteligente;
b. ( ) um usuário muito inteligente;
c. ( ) um usuário simpático e inteligente;
d. ( ) um usuário simpático e mega inteligente;
e. ( ) todas as alternativas anteriores.

O que o John Kitchin fez beira o surreal para quem não conhece o Emacs. Todo o curso, de cabo a rabo e com a participação dos alunos, está no Emacs + org-mode + Python + git.

Talvez fique mais fácil entender o motivo de algumas pessoas utilizarem o Emacs apenas pelo org-mode ou  trocarem de editor pelo módulo, mesmo trabalhando em áreas diversas.

Existem alternativas para deseja instalar o Emacs e acha que seria difícil configurar. Note que o Emacs30 está em fase de desenvolvimento.

Vídeo de como funciona o esquema.

Emacs para crianças: Criando scripts para o GIMP

Este artigo irá mostrar como é fácil desenvolver script-fu (scripts em TinyScheme para o GIMP) utilizando Emacs e gimpmode. A primeira coisa, além de possuir o Emcas instalado, é instalar o gimpmode. Aqui eu entrei no diretório ~/.emacs.d/modes, digitei git clone https://github.com/pft/gimpmode.git e pronto. Depois é só executar o arquivo de instalação M-x load-file caminho/gimp-install.el. Depois copie para o arquivo ~/.emacs o necessário para que tudo funcione corretamente. No site do gimpmode existe um arquivo explicando o funcionamento mas, seguinto o vídeo mudo abaixo, é possível ver que é simples. Vou explicar os passos presentes no vídeo mas não detalhadamente. Será necessário seguir os links para aprender um pouco do processo de criação de um script-fu.

Inicialmente é necessário ler o tutorial para a criação de um script-fu. É necessário uma visão da linguagem Scheme (que é um processo bastante simples) e uma visão da estrutura de um script, como é registrado, como são especificados os parâmtros, etc.. Depois uma olhada geral nas funções disponibilizadas pelo GIMP para o usuário. Para tanto, perca um tempinho vendo o nome e a finalidade das funções utilizando o menu Ajuda -> Navegador de procedimentos do GIMP.

Primeiro iniciei o servidor para scripts no GIMP (Filtros->Script-Fu-> Iniciar servidor...) para que o emacs+gimpmode possam se comunicar com o GIMP e facilitar as coisas. Nada impediria que eu escrevesse o script no emacs, gravasse, fosse para o GIMP, recarregasse os scripts e testasse. Existem vantagens e desvantagens de iniciar o servidor pelo GIMP ou iniciar o GIMP como um subprocesso do Emacs, mas vêm ao caso agora. O próximo passo poderia ser iniciar a comunicação entre o gimpmode e o GIMP. É só digitar M-x gimp-cl-connect (eu inverti o processo, o que não prejudica o funcionamento). Depois basta criar ou abrir o arquivo que conterá os scripts. Se o arquivo não existe, você será questionado se gostaria de iniciar com as funções de registro do script e o registro no menu. Você poderá a qualquer tempo digitar reg e enter que o modo irá criar automaticamente as funções para registro. Basta alterar os dados.

Depois de escrever o script, você savá-lo, entrar no GIMP, recarregar, etc.. Pessoalmente acho mais fácil digitar M-x gimp-refresh-scripts ou, para facilitar mais as coisas M-x g-s-c [tab] que o comando será expandido apropriadamente. É interessante já que, se existir alguma alteração no arquivo do script, antes de recarregar os scripts o emacs irá mostrar um prompt para a gravação do arquivo. Depois é só testar o script.

Outra facilidade do modo são os fragmentos que são expandidos automaticamente. Por exemplo, quando necessitamos de um argumento tipo string para a função, é necessário entrar com SF-STRING "opção" "conteúdo". Basta digitar sfs e pressionar enter que o fragmento será expandido para o que se deseja e as partes alteráveis serão selecionadas para facilitar a digitação.

O vídeo mostra o processo de criação e teste de uma função onde o usuário digita um texto e o mesmo é apresentado em uma janela de mensagem e uma função que para inverter uma imagem com a possibilidade de convertê-la para monocromática se for desejado. Também é possível ver qeu podemos ter mais de uma função em um mesmo arquivo.

Por enquanto era isso.

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Emacs para crianças.

Esse tópico é para quem acha que o Emacs é um ambiente muito complicado, é necessário decorar um monte de combinações de teclas para fazer qualquer coisa, elas não possuem relação com o que você já aprendeu, etc. O que existe, na realidade, é o medo de algo novo bem como dar atenção a determinados mitos que os que não gostam espalham. Sim, o Emacs é complexo a medida que possui um sem número de configurações e comandos disponíveis. Mas isso existe com qualquer ambiente complexo. Quando mais adaptável ao usuário, mais complexo ele é. Se você nunca utilizou o eclipse, na primeira vez também ficará perdido. Ou se utilizou e passar para o netbeans, também necessitará de uma certa adaptação. Alguém poderia dizer: “Mas é um ambiente gráfico e eu uso o mouse.“. Então, a mesma coisa é possível com o Emacs.

Configurações

O que eu fiz aqui foi colocar uma instalação limpa do Emacs e, como poderá ser visto, qualquer criança pode iniciar a trabalhar com o ambiente. A versão estável atual é a 24.2.1. Inicialmente o Emacs tem uma cara mais ou menos assim (pode ser que alguma distribuição faça algum alteração).

Como quando eu comecei a utilizar o Emacs (era a única IDE disponível para Mozart/Oz) eu já tinha conhecimento de outros programas e vinha do windows, a primeira dificuldade foi com algumas diferenças nos atalhos. Principalmente a tríade copiar/cortar/colar. Felizmente havia uma forma de contornar que era a instalação de do cua-mode.el no arquivo de configuração do Emacs. Assim eu poderia utilizar Ctrl+C/Ctrl+X e Ctrl+V. Sim, poderia utilizar o menu para a função mas, como todos sabem, é muito mais prático continuar com as mãos no teclado e pressionar a combinação de teclas do que tirá-las, pegar o mouse, clicar no menu, etc. Atualmente as configurações são bem mais simples. Basta selecionar uma caixa no menu de opções. Então, vá no menu Options, e clique em Use CUA Keys.

Como? O menu está em inglês? Sim. Se você não possui um entendimento básico de inglês, é melhor nem começar com programação ou outras coisas na informática. De qualquer forma, quando o Emacs foi criado, não se falava em localização. Atualmente, o programa é extremamente grande e complexo mas basta alguém se aventurar para implantar a localização. Certamente não é prioridade dos desenvolvedores do Emacs e nem minha. Por outro lado, qualquer tutorial de Emacs será de fácil entendimento. Já vi tutoriais de GIMP em inglês ou português onde ficava relativamente difícil segui-los com o programa em linguagem diferente. Bem, mas no menu anterior ainda é possível alterar outras configurações que podem ser interessantes. Em Show/Hide é possível mostrar ou esconder a menu, a barra de ferramentas, as dicas, se a barra re rolagem estará na esquerda, direita ou ausente, entre outras coisas. Em Set Default Font… é possível selecionar a fonte que será utilizada pelo programa na edição de arquivos (nem precisaria escrever isto, mas como o título diz que é para crianças…).

Obs.: É necessário clicar em Save Options após as alterações para que elas se tornem permanentes.

Em Customize emacs -> Custom Themes é possível selecionar um tema para o emacs. Basta selecionar o tema desejado e salvá-lo.

Ok, a janela continua mostrando os temas disponíveis. Como sair/fechar? Você poderá clicar no botão para fechar o buffer, clicar no menu File -> Close ou se achar mais interessante, pressionar a tecla ‘z‘ (minúscula). A escolha é sua, apesar de não serem as únicas.

Trabalhar arquivos

A próxima etapa seria, provavelmente a edição de arquivos. Para abrir um arquivo, basta clicar no botão da barra de ferramentas ou escolher a opção File -> Open File…, Selecione o arquivo e pronto. Para diversas linguagens a sintaxe será colorizada conforme o tema, automaticamente. Para outros tipos de arquivos pode ser necessário baixar algum pacote específico, mas fica para outra ocasião. É possível ver no tutorial, menu Help -> Emacs Tutorial ou Emacs Tutorial (choose language), várias informações sobre as utilização do programa. Mas no geral é como estamos acostumados:

Setas movimentam o cursor uma posição por vez, Ctrl+Setas direita/esquerda posicionam o cursos uma palavra para frente ou para trás, Ctrl+Seta cima/baixo saltam para o início/final do parágrafo, Home e End posicionam o cursor no início/final da linha, Ctrl+Home/End posicionam no início/final do arquivo, PgUp/PgDn rolam uma página para baixo ou para cima. Tudo isso com Shift irá selecionar o texto. Também e possível selecionar o texto utilizando o mouse. Duplo clique para selecionar uma palavra ou triplo clique para selecionar a linha. Arrastando o mouse com o botão da esquerda pressionado também irá selecionar o texto. Finalmente você poderá selecionar o texto com o botão direito do mouse, que irá selecionar da posição atual do cursor até o local do clique (pode ser utilizado várias vezes para ajustar a seleção). Após selecionado é possível utilizar os conhecidos Ctrl-C/X, Ctrl-V. Insert alterna entre o modo de inserção/sobrescrita, Del irá apagar o caractere sob o cursor e Backspace irá apagar o caractere anterior ao cursos. A roda do mouse pode ser utilizada para rolar o texto. É só o início mas já é o suficiente.

Para salvar um arquivo, basta utilizar as opções do menu File. Não utilize Ctrl-S que é utilizado para a pesquisa (Search). Caso apareça algo no mini buffer (a janela bem de baixo), pressione Ctrl-G para sair (ou use a tecla Esc).

Final

Foi apenas para mostrar que iniciar a utilizar o Emacs não é nenhum bicho de set cabeças. O negócio é começar aos poucos, como qualquer outro programa. Com o tempo e a utilização as coisas vã se sedimentando, vamos decorando alguns atalhos que são bem úteis e economizam tempo. Mas não se iluda, você não conseguirá decorar todos os atalhos e funções existentes no Emacs. É trabalho para uma vida ou mais. Mas o programa possui diversas formas de auxiliar o usuário.

Mas Emacs é o melhor programa que posso conseguir para editar texto? Em diversas ocasiões, a resposta é um grande SIM. Em outros casos, programas mais específicos podem ser mais interessantes/produtivos. Se você utilizar o Lazarus, provavelmente é melhor utilizar a própria IDE dele que o Emacs. Não que o Emacs não seja capaz, simplesmente não existem pessoas suficientemente interessada para desenvolver um modo de edição que seja tão eficiente quanto a produtividade. No vídeo abaixo você pode ver o que acontece quando existe interesse. Mas sempre existe a possibilidade de você mesmo desenvolver algo e compartilhar.

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