Urbe

Hoje recebi um convite para participar de um grupo no flickr. Quando li “Urbe”. Confesso que fiquei momentaneamente sem saber do que se tratava até olhar o nome do remetente.

Venho acompanhando há algum tempo o Rodrigo F. Pereira, seja lendo o que ele escreve em alguns fóruns, na Câmara Obscura e suas fotos no flickr. Então, a cidade passou pela minha frente imediatamente.

Posso dizer que fui influenciado pelo trabalho dele. Não me interessava muito por fotografar na cidade (Porto Alegre). Via alguns prédios interessantes, alguns monumentos e outras coisinhas. Mas gostava mais de natureza. Aquelas árvores, flores, bichinhos, lagos e outras coisinhas (também). Sendo um elemento diferente do nosso habitat natural, é mais fácil achar uma paisagem campestre bonita, prestar mais atenção aos detalhes, ficar encantado com aquela beleza aparentemente caótica e sobrenatural.

Mas não sabia exatamente o que achava interessante nas fotos do Rodrigo. Tentei algumas exposições múltiplas mas o resultado não me agradou. Já tinha algumas fotos que achava interessantes, mas eram com uma outra visão.

Depois de escutar uma entrevista com Thomas Farkas, acho que as coisas ficaram mais claras. Fotografar a cidade implica em pessoas, estejam ou não presentes na fotografia. Talvez seja por isso que a fotogafia de uma paisagem passa um ar de mais tranqüilidade e relaxamento, mesmo com a existência de pessoas. E a foto de uma metrópolis com as ruas vazias em uma manhã de domingo não transmite, necessariamente, muita calma. Em breve as calçadas estarão cheias de pessoas, as ruas com carros buzinando, assaltos, mortes, violência. Ok, exagerei um pouco. 🙂

Agora já posso dizer que faço parte da Legião Urbana do Rodrigo. 🙂

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