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Existem ocasiões onde a iluminação é bastante diferente na cena, possuindo áres de luzes intensas e outras áres com sombras e o sensor da câmara não consegue captar todos os detalhes. Ou as áreas claras ficam superexpostas (muito claras e sem detalhes) ou as áreas escuras ficam subexpostas (escuras e sem detalhes).

Existem diversas técnicas para melhorar esse tipo de foto, recuperando detalhes nas áreas claras e escuras. Vamos supor que sua câmara não permita fazer fotos no formato raw ou você não o utilize por questões de economia (tempo e espaço) e faça as fotos apenas no formato JPG.

Como a minha idéia é simplificar e não o contrário, esqueça os casos de multi exposição, camadas e máscaras, etc. Qual seria a maneira mais simples de aumentar a faixa dinâmica de suas fotos, utilizando o gimp e estando elas no formato JPG?

Usando o magie. Para Linux, você pode procurar pelo pacote na suas distribuição ou baixar os fontes no Sourceforge ,compilar e instalar o programa. Para Windows você pode baixar do GIMP Plugin Registry. Após instalado, o plugin tem uma interface como segue:

dr

A imagem original a esquerda e a imagem após a execução do plugin (com os valores default) a direita. É possível ver o aumento de detalhes nas áreas escuras e alguns nas áreas claras (nuvens)

antes-depois

Um corte da imagem original (100%) para uma melhor visualização do aumento dos detalhes nas áreas escuras:

crop100

Achei o plugin bem rápido. Em situações de maior contraste, ele também deixa um halo entre a área clara e escura, que pode ser minimizado alterando-se os parâmetros, como Edges, por exemplo. É interessante meer nos parâmetros para ver os resultados.

Colocando os valores dos parâmetros como a imagen do início deste artigo, teríamos uma imagem que se parece com um desenho.

desenho

Então, agora é pegar aquela foto que você não gostou muito pois ficou com áreas escuras e sem detalhes e recuperá-los. Se o resultado não ficar como você gostaria, verifique se a alteração de algum parâmetro deixa algum resultado mais agradável. Também existe a possibilidade de obter resultados diferentes e combiná-los, utilizando camadas e máscaras. Mas fica para a próxima.

Soldados e Cidadãos

Achei bem legal o projeto “Soldier and Citizen” da Suzanne Opton. Ela solicitou voluntários que haviam retornado do Iraque e Afeganistão para fazer as fotos. Ela simplesmente pediu para os soldados colocarem a cabeça sobre uma mesa e fez as fotos. Em outra etapa, suas esposas, namoradas ou outro soldado tentando confortar e proteger. O resultado? Eu achei excelente. Faz a gente pensar mais sobre a guerra do que uma foto que mostra ‘apenas’ a realidade. Pessoalmente acho que a violência está tão banalizada que não chega a causar muito espanto. No máximo uma expressão do tipo “Bah, mas que coisa.” (troque o bah do gaúcho por algo da sua região :-) Depois vamos para a próxima página e esquecemos a página anterior.

Com o trabalho da Suzanne, quando cheguei ao fim, resolvi olhar novamente com calma. Tentar descobrir o que o soldado estava pensando. O que ele passou. Como estava se readaptando. Se ele seria novamente a pessoa de antes ou não.

Acho que vale a pena passar no site e verificar o trabalho da fotógrafa, ver o nome do soldado e quanto tempo ele esteve no front. Ela também fotografou o outro lado da moeda, isto é, os cidadãos.

Como complemento, foram feitos alguns outdoors e foram colocados em diversos locais. O resultado pode ser visto em soldiers face, com espaço para comentários.

Bem, o título nao é original e foi copiado de um blog que não existe mais (se existe em algum outro blog eu não sei).

Eu acho que sou e conheço muita gente que acho que é. Provavelmente ninguém vai virar nome de rua (mais uma cópia descarada) mas duvido que alguém esteja preocupado com isso. Para começar o ano bem, resolvi fazer uma boa ação. Comprei um calendário para ajudar o ICI.

Foi a primeira boa ação do ano e espero que venham outras. Mas o fato me lembrou de um episódio que ocorreu com uma amigo, o TaQ, há algum tempo. Tem gente que arruma desculpa para não auxiliar um pouquinho os outros.

Ok, fui no ICI e comprei o calendário de mesa. A primeira surpresa foi o tamanho. Os que eu tenho (sim, já tenho outros de 2009 mas a idéia era auxiliar a instituição) são 21×13cm e o que comprei é de 31×18cm. Maior do que eu espera.

E as surpresas continuaram. Quando cheguei em casa e tirei o calendário do envelope (que por si só já mostra que possui algo especial dentro) e a primeira impressão é que parece mais um livro com um ensaio do que um calendário. A impressão é bem feita e não perde para as fotos 20×30cm que já imprimi. Na ‘capa’ está escrito:

Pelotas
passado · presente
2009

sobre uma foto do Clube comercial

Depois tem dois textos (uma espécie de prefácio) escritos pelos responsáveis pela fotografia e pelo design. No total, são 15 folhas (30 páginas) com belas fotos, intercaladas por uma folha que ocupa a metada da largura da página com o calendário do mês.

Vou me fixar em um trecho escrito pelo fotográfo Raul Krebs: “…Apostei na versatilidade que caracteriza meu estilo de trabalho porque entendo que uma mesma cena ou espaço de tempo pode (e deve) ser observado e entendido de várias maneiras, mesmo sendo um único observador a fazer isso. …”

E é isso que se vê no decorrer das páginas. São três fotos de um mesmo local, vistas de forma diferente que permitem ver detalhes diversos. Uma que ocupa uma página do calendário e outras duas que ocupam meia página cada uma. Todas feitas com equipamento digital, o que é comum atualmente. Se fosse só isso, já seria um ótimo trabalho. Mas parece que o Raul resolveu ir um pouco além. Levou também uma pinhole com back de filme 4×5″. As mesmas locações que foram feitas com a digital também foram feitas com a pinhole e uma imagem incluída no calendário. Assim temos quatro fotos de cada local e o passado-presente levado ao extremo, não só nas locações escolhidas como também na forma de captar as imagens.

Resumindo, um calendário que não precisa ficar escondido e pode ser utilizado em qualquer local da casa ou escritório e deverá receber elogios. E você poderá dizer que o fotógrafo foi um dos finalistas do NYPH/08. Além de tudo você estará ajudando uma entidade. Bacana né?

Então, o meu está lá na sala, autografado e tudo. :-)

Não, não coloquei e não vou fazer nenhuma foto do calendário (não pretendo estragar um bom trabalho :-) . Passe no ICI e compre um. Tem algumas fotos no flickr do Raul.

Felizmente eu conheço muita gente legal, só não vou citar nomes para não esquecer de ninguém. Os dois citados aqui são. O TaQ que já conheço há algum tempo e o Raul que tive o prazer de conhecer recentemente.

Pô, tem dia para quase tudo, bem que eles poderiam criar “o dia do o cara legal?”

Jerry Spagnoli

Sou obrigado a concordar com Jörg Colberg. Existem milhares de fotos do Obama antes, durante e depois da posse.

No final é provável que alguma discussão parta para o lado do “ah, não tem ruído”, “ah, que cores bonitas”, “ah, que ângulo diferente”, “ah, ……”.

A foto do Jerry Spagnoli é uma foto interessante, atemporal. Apesar de toda a badalação em cima do Obama (ou seria apenas felicidade pela saída do Bush?), é difícil que ele venha a ser o salvador da pátria (mundo?). Algumas coisas mudam (para melhor ou para pior) e outras continuam como estão. Aquela foto poderia ser do presidente 44, 32, etc.

Eu acho (espero?) que será a foto mais badalada do evento. Acho que o Rodrigo também gostaria.

Para muitos parece inadimissível que, na era em que até a câmera oficial na Casa Branca é digital, alguém se interesse por um Daguereótipo (pinhole é coisa moderna).

Já estava há algum tempo para trocar o despolido da minha câmera por um dos antigos que possuem o bipartido e o colar de microprismas. Aproveitei que ontem choveu o dia todo para efetuar a troca que estava sendo adiada semana após semana.

Um dos motivos é que possuo algumas objetivas manuais e a 50mm F1.4, quando na abertura máxima, fica bastante difícil acertar o foco. Se for apenas para disponibilizar fotos no tamanho 600×400 nem é muito problema. Mas quando a gente vê a foto no tamanho original percebe que, muitas vezes, deixa bastante a desejar.

Para macros, as vezes o foco também é bastante difícil pela pequena profundidade de campo.

Finalmente, uma objetiva autofoco significa facilidade para quem usa mas, nem sempre é sinônimo de fotos nítidas. É possível ver no artigo de Darwin Wiggett, os testes que ele fez com uma 1DS MKIII e uma D200. Mesmo usando apenas o visor da D200 (não tem ‘live view’) o resultado foi melhor.

É possível comprar um kit pronto, com todas as ferramentas necessárias para fazer a troca, mas eu preferi o método mais difícil. Utilizei o despolido de uma Nikon EM que não funcionava. Utilizei, basicamente, o mesmo procedimento descrito aqui. Meia hora depoi, estava pronto para os primeiros testes. Pensei que fosse vidro, mas o despolido é uma espécie de acrílico/plástico. Com um pouco de paciência é possível cortar e, uma lixadinha resolve os detalhes finais.

Tudo continua funcionando normal (aparentemente, já que não fiz testes para comparação das duas situações). A lente do kit (18-55mm), quando está em 55mm (F5.6) deixa uma das partes do bipartido escura dificultando a utilização dele para o foco manual (foco automatico no centro continua funcionando). Mesmo assim, o colar de microprismas serve de auxílio para o foco.

Fiz alguns testes com a 50mm F1.4 em 1.4 e considerei o resultado muito bom, mantendo uma consistência no foco que eu não conseguia antes. As condições foram propositadamente desfavoráveis. Em 1.4 (maior abertura) a objetiva não tem o melhor contraste e a iluminação incandescente e ISO400 auxiliaram para que os testes não ficassem melhores. Não houve aumento de nitidez em nenhuma das fotos, apenas redimensionamento e recorte.

Uma imagem redimensionada:

Um corte 100% da imagem anterior.

Você pode saber um pouco mais sobre o funcionamentos dos prismas aqui.

em um pacote só. É o FX-Foundry. O pessoal juntou diversos scripts (GPL) em um pacote para facilitar a distribuição. A documentação, apesar de relativamente fraca (lembre-se de que são scripts de diversos autores) é suficiente para que você possa ter uma visão geral dos scripts e sua funcionalidade e também localizar os scripts nos menus com maior facilidade.

Muitos scripts não estão diretamente relacionados com fotografia mas existe uma boa quantidade que pode ser utilizada para dar aquele efeito especial que você desejava mas não sabia onde encontrar ou como fazer. São 118 arquivos em apenas 245KiB e retirar alguns não fará diferença no tamanho mas poderá fazer diferença na hora que você precisar.

Como os scripts são escritos em Scheme, tanto faz baixar o arquivo com extensão .tar.gz ou .zip e eles deverão ser executados no Linux, Mac e Windows. A única diferença será na hora de descompactar o arquivo. No Windows é possível utilizar o 7-zip que aceita diversos formatos de arquivo e não possui restrições para uso (licença LGPL).

No Linux, descompacte os arquivos para o diretório ./gimp-2.6/scripts . No Windows, descompacte os arquivos para C:\Document and Settings\<nome usuário>\gimp-2.6\scripts (não estou no windows, mas deve ser isso).

Aqui vale uma observação. Eu sempre utilizo o GIMP em inglês. Não, não é para parecer mais culto ou sabido. Apenas que a maioria dos tutoriais está nessa linguagem e fica mais fácil de executar, adaptar, etc. Descobri que a utilização do programa traduzido pode causar alguns inconvenientes. É possível que algum script falhe na execução por fazer referência a um gradiente ou outro elemento que foi traduzido. Mas não é motivo para pânico. Como os scripts são arquivos texto, basta editar a parte com problema e estará tudo resolvido (depois de você reiniciar o GIMP ou recarregar os scripts, é claro).

Partindo de uma imagem…

100+ scripts para o GIMP

Uma amostra do resultado de alguns filtros na fotos. Alguns filtros possuem diversos parâmetros que podem ser testados e gerar resultados bem diferentes. Então era isso. Brincadeira por um bom tempo com o GIMP.

Um assunto que tem causado uma certa polêmica na semana foi o fato da DxO ter publicado o site DxO Mark com informações e classificação de diversas câmeras. Foi o suficiente para o pipocar de mensagens do tipo: “A metodologia deles está errada. A minha câmera é melhor”, “No site tal as informações são diferentes”, “Como que o modelo mais novo pode ser pior que o modelo mais antigo?” e por aí vai.

Bem, antes de mais nada é necessário saber o que eles fizeram. Quando entramos no site, está escrito:

“DxO Labs’ image quality database allows users to analyze and compare digital camera image quality performance based on thousands of scientific, bias-free RAW-based measurements.”

Como uma grande parcela dos usuários utilizam apenas o formato .jpg, diversos sites se baseiam neste formato para fazer as comparações. Outra parcela utiliza o formato RAW pensando em como deixar igual ao .jpg. E alguns utilizam RAW+JPG para …. não sei exatamente. Ocupar mais espaço no cartão?

Apesar de muitos não darem importância a chave das diferenças está em “…RAW-based measurements…” no site da DxO, muitos irão concordar que é o único formato que pode dizer algo a respeito da câmera com mais imparcialidade o resultado obtido pelo sensor (CCD/CMOS). Pelo menos é onde existe ou deve existir menor manipulação por parte dos fabricantes, apesar de ser possível verificar a diferença entre a GX10 (Sansung) e K20D (Pentax) que são praticamente a mesma câmera, apenas como o software (firmware) diferentes.

De qualquer forma, não tome um resultado como definitivo. É mais um local para buscar informações. Se o seu objetivo e a melhor câmera, a menos que você seja o melhor fotógrafo não fará tanta diferença assim (talvez no bolso).

Se você estiver interessado em RAW, o Ivan de Almeida criou um blog especificamente para o assunto. O ABC da fotografia em RAW promete ser uma ótima fote de referência para quem deseja aprender um pouco mais e eliminar alguns mitos da utilização do RAW e extrair o máximo da sua câmera.

Desinformação

Na internet existe um número incontável de locais onde é possível obter informações. Mas existe um pequeno probleminha para os menos atentos. É a informação errada que pode ser passada. Qualquer um pode ter uma página e escrever qualquer coisa. Quem lê pode acreditar ou não. No caso da fotografia, eu só confio nos sites dos autores ou em sites que referenciam a fonte de informação. Se for um site com um monte de fotos engraçadas, sensacionalistas ou outros tipos e que não indicam de onde vieram as fotos e quem é o autor, nem continuo vendo e, muito menos, indico para terceiros.

Existem diversos fatores que me fazem tomar essa atitude. A primeira é o respeito pelos fotógrafos. Ele gastou com equipamento (não interessa quanto), teve a presença de espírito de fazer determinada foto em determinado momento (o acaso faz parte da fotografia) e resolveu compartilhar a imagem. A segunda é o respeito com os leitores. A minha intenção é somar informações e não desinformar alguém. Mesmo quando a entrada é de autoria do autor, alguns links sobre mais informação são pertinentes para quem deseja se aprofundar um pouco mais no assunto.

Como leitor, quando vejo alguma foto interessante em algum site, procuro saber um pouco mais do autor, ver seu trabalho, saber como ele fez a foto, etc.
O que acontece quando se copia informações de sites que não são confiáaveis? Corre-se o risco de repassar informações falsas ou erradas para os leitores. Os leitores desatentos podem repassar a informação errada ou assimilar uma informação errada. Pois me passaram uma informação desse tipo na sexta-feira. No blog estava escrito:

Fotos Especiais – Denisa Tarzaka

É um grupo comandado pela artista Denisa Tarzaka. Este é um dos trabalhos e não tem nenhum programa de efeitos especiais envolvido… é tudo no pulo e na hora da foto. Muito criativo.

Pô, alguém deseja maiores informações sobre as fotos ou ver outras fotos e resolve colocar o nome em um site de buscas e ….  nada. Isso que é metamorfose. O fotógrafo francês Denis Darzacq virou uma artista de nome Denisa Tarzaka. Ah, agora facilitou a pesquisa. É só colocar o nome do fotógrafo no google e o primeiro site que vem é o dele. Então? As coisas corretas facilitam tudo, não é mesmo?

Tem até um video no youtube sobre a produção das fotos.

Denis Darzacq

Então era isso. Se você deseja se informar e/ou repassar informações, tenha certeza de que são confiáveis. Senão você estará perdendo tempo, e tempo perdido não se recupera.

Coloquei um comentário no blog, mas como até agora não apareceu e as informações continuam incorretas, resolvi colocar aqui. Se o meu comentário aparecer, eu coloco uma nota aqui.

Não, não coloquei o link para o site que continha a informação errada. Mas para quem quiser perder tempo, basta pesquisar pelo nome errado que será possível ver diversas ocorrências.

Primeiro um pouco de história. Quando comprei a minha primeira câmera, uma Panasonic FZ5, a única possibilidade de utilização do flash era o embutido. Não gostei das fotos feitas com flash. Depois assisti a uma palestra do Flavio Damm e ele disse que nunca utilizava o flash (utilizou apenas em uma ocasião onde era de noite e não havia iluminação alguma). Passei algum tempo a pensar que flash era besteira, uma luz dura e frontal que tirava o relevo e deixava uma sombra na parede. Mas o tempo passa e descobri outras formas onde o flash poderia ser um grande auxiliar na iluminação, mas não utilizado apenas na sapata da câmera. Também sem fio, por rádio ou controlado pela própria câmera. Então, para a compra da minha próxima câmera, um do requisitos era a possibilidade de controlar outros flashes com a própria câmera e sem a necessidade de utilizar outras engenhocas, já que qualquer câmera pode utilizar um controle de rádio para disparar outros flashes. Foi uma das características que me fizeram optar por uma Pentax K10D.

Resolvi comprar um flash. O orçamento destinado para tal permitia um AF 540 FGZ ou dois AF 360 FGZ. As duas opções têm suas vantagens e desvantagens e acabei achando que deveria adquirir apenas um 360 FGZ, pelo menos por enquanto, e gastar algum dinheiro com outras bugigangas. Abaixo fica um relato de algumas experiências feitas com ele.

Uma das características do equipamento é que o flash embutido da câmera pode ser utilizado apenas para controlar o flash escravo ou pode ser utilizado também para ilumina o assunto. Abaixo o exemplo do resultado das duas configurações. Sim, a mesa tem bastante poeira e não é por relaxamento. É que estão lixando e (re)pintando as aberturas e alvenaria para conservação. Nem é necessário dizer qual das fotos o flash da câmera foi utilizado para iluminar o objeto.





A foto abaixo foi feita utilizando o flash contra uma parede clara com o intuito de deixá-la branca (estourada) e o flash da câmera para iluminar o objeto. Ficou uma vinheta na foto que foi facilmente retirada.

Wireless

Aqui vale um parênteses. É muito legal utilizar o flash sem fio mas também é importante lembrar que a gente perde uma mão e algumas opções ficam bastante complicadas (não lembro alguém ter falado sobre esse fato). Opções simples com zoom, foco manual, pressionar alguns botões, etc, ficam bastante prejudicadas. É necessário cuidado para não deixar o flash cair, um bolso grande para guardá-lo temporariamente, um auxiliar, uma cordinha para amarrar o flash ao pulso, etc.

Mas o flash também não é indicado apenas para trabalhar sem fio. Na sapata da câmera se demonstrou bastante eficiente na iluminação de cenas internas e externas. Em ambientes internos, a utilização do flash rebatido propicia uma iluminação mais difusa e muito boa. Não tive problemas na primeira utilização, mas pode ser interessante a utilização do 540FGZ em vez do 360FGZ, não só pela potência mas por possibilitar o giro do flash na horizonta e vertical. Para uma foto no formato retrato é impossível rebater a luz no teto se ele não girar na horizontal. A foto abaixo ilustra uma situação onde a utilização do flash externo na sapata e rebatido propiciou uma boa iluminação para a cena (é possível ver o flash rbatido no teto e também foi rebatido no cartão).



Para fotos contra-luz, o flash também pode ser utilizado como luz de preenchimento de forma eficiente. Como o flash sincroniza com velocidades superiores a 1/125, ele pode ser utilizado mesmo com uma iluminação forte no ambiente ou para distâncias onde o flash da câmera não alcançaria. Em evento recente diurno resolvi levar o flash e, graças a ele, algumas fotos foram possíveis. Na realidade até poderiam ser feitas, mas exigiriam um trabalho na edição para recuperar os detalhes nas sombras ou a perda de detalhes dos locais iluminados.





A luz para iluminação auxiliar é de grande ajuda e bem melhor que o flash da câmera para auxiliar no foco com pouca luz. A foto abaixo foi feita com foco automático e totalmente no escuro.



Finalmente a grande utilidade, eu diria essencialidade, do flash é para fazer macros. Quanto mais próximos chegamos da relação 1:1 na macro, mais complicado vai ficando. A profundidade de campo fica bastante reduzida e a utilização de aberturas pequenas é quase obrigatório. Com aberturas pequenas a iluminação deve ser boa para que a foto não saia tremida, mesmo com a estabilização no sensor da K10D. Utilizar uma 100mm em 1/50 e uma grande ampliação não é uma tarefa das mais fáceis. Utilizando o flash no modo wireless, mesmo ficando restrito a uma velocidade de 1/125 (note que com outro flash na sapata da câmera é possível sincronismos em velocidades mais altas, como 1/1000), já é o suficiente para garantir um grande percentual de acerto nas fotos. O livre posicionamento do flash permite mais facilmente conseguir uma iluminação desejada ou mais adequada.





Já é possível ter uma noção do que pode ser feito com apenas um flash. Com dois ou mais, as possibilidades também aumentam e permitem uma iluminação portátil bastante eficiente em diversos casos. Se você já tem flash externo, o artigo pode ser bobo. Se você não tem, pense com carinho na possibilidade de comprar um. Como não possuo, não posso afirmar, mas existem outras possibilidades como o Metz ou Sigma que também podem trabalhar sem fio com a K10D e podem ter um preço um pouco mais em conta.

Sete de Setembro

Resolvi assistir ao desfile do dia sete de setembro pensando em fazer algo mais melancólico. Achei bem legal o trabalho do Alexey Titarenko e pensei que poderia unir o útil ao agradável. Apesar dos tempos serem outros, a ditadura existiu. Me pegou de calças curtas, isto é, eu era criança e não entendia muito o que se passava e a ditadura nunca atingiu ninguém da minha família. Quando cresci, a ditadura estava em decadência. Quando prestei o serviço militar as coisas estavam calmas, então, ditadura é mais uma questão de história que li em livros. Mas existiu e existe em outros países.

Pela manhã, o dia estava frio e nublado. Bom para o que eu pretendia fazer. Mas depois abriu o sol e ficou mais difícil (preciso comprar alguns filtros densidade neutra). Alguns fundos que achei interessantes se tornaram impraticáveis, seja pela quantidade de pessoas que estavam assistindo (ficaria difícil colocar o tripé no local desejado), seja pela luz que estava boa para fotos normais e pelos locais distantes e pouco tempo para o deslocamento entre um e outro). E é claro, faltou experiência (só colocar a culpa nos outros não é desculpa). No final não foi uma manhã perdida. Pelo menos o treinamento foi válido e cheguei a tempo para o almoço.

sete de setembro

Mais algumas…

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